Roteiro de Lisboa em 5 dias: o que eu faria na minha primeira viagem

5-Day Lisbon Itinerary What I'd Do on My First Trip

Nota: este post contém links de afiliados. Se você reservar ou comprar algo por meio deles, eu posso receber uma pequena comissão, sem custo extra para você. Isso ajuda a manter o Bruna Plans Travels funcionando e produzindo novos conteúdos.

Índice

Se você está procurando um roteiro de Lisboa em 5 dias, já pode respirar aliviado: não vou mandar você correr pela cidade com uma prancheta na mão para conseguir riscar todos os pontos turísticos da lista. 😅

Meu nome é Bruna, sou a autora desse blog, e nesse post, vou te ajudar a montar seu roteiro de 5 dias em Lisboa sem te obrigar a seguir meu planejamento.

Percebi que muitos outros posts desse tipo são determinísticos e não levam em conta que os viajantes têm prioridades diferentes quando visitam um novo destino.

Então aqui, vamos organizar uma bela viagem por Lisboa levando em conta gostos diferentes.

Já me adianto que eu tenho um perfil de conhecer os lugares com mais calma e admirar as paisagens. Porém, se você é do tipo que quer rodar uma cidade toda em um dia só, vamos explorar nesse sentido também, com uma estratégia de agrupamento de regiões.

A ideia é simples: vou montar o roteiro que eu faria para uma primeira viagem a Lisboa, mas também vou mostrar onde você pode fazer pequenos ajustes dependendo do seu jeito de viajar. Assim, você não precisa escolher entre quatro roteiros completamente diferentes e terminar o post ainda mais perdido do que começou.

Dentre tantos miradouros (basicamente, lugares altos de onde você consegue ver partes da cidade por cima) e o famoso Pastel de Belém (o original, hein), preparei um roteiro depois de muita pesquisa e passeio no Google Maps.

E, antes de começar, uma coisa importante: eu ainda não fiz essa viagem pessoalmente. Então este não é um relato de cinco dias que eu vivi em Lisboa. É o roteiro que eu montaria hoje, depois de pesquisar as atrações, comparar as regiões e pensar no que eu gostaria de aproveitar se fosse minha primeira vez na cidade.

Como organizei este roteiro de Lisboa em 5 dias

A primeira coisa que eu faria seria parar de olhar Lisboa como uma lista de atrações e começar a olhar para a cidade por regiões.

Isso é importante porque Lisboa tem muitas áreas interessantes, mas também tem bastante ladeira. E não adianta montar um roteiro lindo no papel se você passar metade do dia atravessando a cidade para chegar de uma atração à outra.

Por isso, os primeiros dias estão mais concentrados nas regiões históricas e ribeirinhas, enquanto os últimos ficam mais flexíveis. Assim, quem gosta de conhecer tudo consegue acrescentar algumas paradas, enquanto quem prefere viajar com calma pode simplesmente aproveitar melhor cada lugar.

Também vou deixar algumas escolhas para você fazer ao longo do roteiro. Não porque eu não consegui decidir, mas porque algumas delas realmente dependem do que você gosta de fazer.

E acho muito mais útil te explicar isso do que simplesmente escrever “vá aqui porque sim”.

Dia 1 – Baixa, Chiado, Cais do Sodré e o primeiro contato com Lisboa

Para o primeiro dia, eu começaria pela região central e ribeirinha de Lisboa.

A ideia seria conhecer uma parte bastante famosa da cidade, mas sem transformar o dia em uma corrida entre pontos turísticos.

Cais do Sodré

Cais do Sodré em Lisboa

Eu começaria pelo Cais do Sodré, principalmente porque gosto muito de lugares com paisagens abertas e contato com a água.

A região fica junto ao Tejo e funciona como um importante ponto de transporte da cidade, com estação de metro, comboios e barcos. Também é uma área conhecida pela vida noturna, pelo Time Out Market e pela proximidade com a Ribeira das Naus.

Mas, para mim, o mais interessante neste começo de roteiro é simplesmente caminhar pela região.

A Ribeira das Naus, que liga o Cais do Sodré à Praça do Comércio, é uma área ribeirinha requalificada, com jardins, espaço para caminhada e uma escadaria voltada para o Tejo.

Se você gosta de paisagens e de caminhar sem pressa: eu reservaria um tempinho aqui. Não precisa transformar cada lugar em uma atração com ingresso. Às vezes, caminhar pela cidade já é parte do passeio.

Praça do Comércio

Praça do Comércio em Lisboa

De Cais do Sodré, eu seguiria pela margem do Tejo em direção à Praça do Comércio.

Também conhecida como Terreiro do Paço, ela é uma das praças mais emblemáticas de Lisboa e ocupa uma área enorme às margens do rio. Antes do terremoto de 1755, era nessa região que ficava o Paço da Ribeira, o palácio real que acabou destruído pelo terremoto.

E aqui eu acho que vale fazer exatamente o que a praça pede: andar.

Ela é grande, aberta e monumental, então mesmo com bastante gente circulando, não acho que isso necessariamente atrapalhe a experiência.

Um dos pontos que chamam atenção é o Cais das Colunas, na margem do Tejo, além da estátua equestre de D. José I no centro da praça.

Arco da Rua Augusta

Saindo da Praça do Comércio, você já estará diante do Arco da Rua Augusta.

Ele marca a entrada da famosa Rua Augusta e foi construído como símbolo da reconstrução de Lisboa depois do terremoto de 1755. Hoje é possível subir ao topo para ter uma vista de 360 graus da Baixa, do Tejo, da Sé e do Castelo de São Jorge.

E aqui aparece uma primeira escolha do roteiro.

Eu subiria no Arco da Rua Augusta ou no Elevador de Santa Justa?

Se eu tivesse que escolher apenas um dos dois, eu provavelmente escolheria o Arco.

O motivo é simples: a vista do topo permite enxergar a Baixa e o Tejo de uma perspectiva muito interessante, e você ainda está justamente no lugar onde o Arco faz sentido dentro do passeio. A subida inclui um elevador até um dos níveis e depois 74 degraus até o topo.

Rua Augusta

Rua Augusta em Lisboa

Depois, eu seguiria pela Rua Augusta.

Ela é uma das principais ruas da Baixa e liga a Praça do Comércio ao Rossio. É uma rua pedonal, cheia de lojas, restaurantes e movimento, então ela funciona quase como uma continuação natural da Praça do Comércio.

Aqui eu não colocaria uma lista enorme de coisas para “visitar”.

A graça é caminhar.

E isso também é uma boa oportunidade para quem gosta de viajar com calma: você pode parar para tomar um café, observar o movimento ou simplesmente seguir andando.

Rossio e Chiado

Continuando pela Baixa, eu passaria pelo Rossio e seguiria em direção ao Chiado.

O Rossio, oficialmente Praça D. Pedro IV, é uma das praças mais conhecidas do centro de Lisboa. Já o Chiado é uma área mais comercial e cultural, com lojas, cafés, restaurantes e edifícios históricos.

Se você estiver com bastante energia, dá para continuar pelo Largo do Carmo e conhecer o Convento do Carmo, cujas ruínas ficaram abertas depois do terremoto de 1755.

Se estiver viajando com mais calma, eu não teria problema nenhum em simplesmente aproveitar a região.

Elevador de Santa Justa: subir ou não subir?

Elevador de Santa Justa in Lisboa

Agora chegamos ao famoso Elevador de Santa Justa.

Ele é um dos símbolos de Lisboa e foi construído para ligar a Baixa à zona do Carmo. Sua estrutura metálica e o estilo neogótico fazem com que ele seja interessante mesmo antes de você entrar.

Mas vou repetir minha opinião inicial: eu não faria questão de pegar uma fila enorme só para subir nele.

Não significa que eu acho o elevador sem graça.

É uma atração histórica e visualmente muito bonita, e para quem gosta de transportes históricos, arquitetura ou simplesmente quer viver essa experiência, pode valer a pena.

Mas, em uma viagem de apenas cinco dias, eu prefiro reservar esse tempo para lugares em que consigo explorar mais.

E você ainda tem outras oportunidades de conseguir vistas bonitas da cidade.

Se você faz questão do Elevador de Santa Justa: coloque-o no lugar de uma das outras paradas do dia, em vez de tentar encaixar tudo.

Dia 2 – Castelo de São Jorge, Alfama e os miradouros de Lisboa

Se o primeiro dia é uma introdução à Lisboa mais central, o segundo é o dia que eu reservaria para conhecer as colinas e as paisagens da cidade.

E aqui eu colocaria uma das atrações que considero mais importantes para uma primeira viagem.

Castelo de São Jorge

Castelo de São Jorge

Eu dedicaria algumas horas ao Castelo de São Jorge.

Não apenas para entrar, tirar uma foto e ir embora.

O castelo fica no alto de uma das colinas históricas de Lisboa e sua ocupação remonta a períodos muito antigos. A fortificação que vemos hoje tem raízes medievais e está diretamente ligada à história da conquista de Lisboa em 1147.

O ingresso para adultos custa atualmente €17. A visita inclui a área monumental, jardins, muralhas, torres e os espaços históricos do castelo.

E aqui eu realmente não tentaria correr.

Tem muralhas, torres, espaços históricos, jardins e, claro, as vistas da cidade.

Se você é do tipo que quer conhecer o máximo possível: aproveite o castelo como uma das atrações principais do dia e depois continue explorando Alfama.

Se você é como eu e prefere observar as paisagens: talvez você descubra que algumas horas passam bem rápido aqui.

Alfama

Alfama em Lisboa

Depois do castelo, eu desceria sem pressa pelas ruas de Alfama.

Esse é um dos bairros históricos mais antigos de Lisboa e é justamente o tipo de lugar em que eu não acho que faça sentido montar um roteiro com uma sequência rígida de “agora vire à direita, depois vire à esquerda”.

Alfama é cheia de ruas estreitas, escadarias, casas antigas, pequenas praças e miradouros.

É o tipo de região em que eu deixaria um pouco de espaço para simplesmente andar.

Miradouro de Santa Luzia

Aqui entra um dos lugares que eu mais queria manter no roteiro.

O Miradouro de Santa Luzia fica junto à Igreja de Santa Luzia e oferece uma vista muito bonita sobre Alfama e o Tejo.

E aqui você começa a entender por que eu quis separar um dia inteiro para essa região.

Não é só sobre “ver um miradouro”.

É sobre andar por uma das áreas mais antigas da cidade e, de repente, encontrar uma abertura entre os prédios com Lisboa inteira aparecendo lá embaixo.

Miradouro das Portas do Sol

Pertinho de Santa Luzia está o Miradouro das Portas do Sol, outra parada muito conhecida para observar Alfama e o Tejo.

Como os dois estão próximos, faz sentido conhecer os dois no mesmo passeio em vez de atravessar a cidade para voltar depois.

E esse é um bom exemplo da nossa estratégia de agrupamento por região.

Graça e Miradouro da Senhora do Monte

Se ainda houver energia, eu seguiria em direção à Graça.

O bairro fica em outra das colinas de Lisboa e tem uma atmosfera um pouco diferente da Baixa e de Alfama.

O Miradouro da Senhora do Monte é especialmente interessante para quem quer uma vista mais ampla da cidade.

Se você gosta de paisagens: este é um daqueles momentos em que eu preferiria caminhar mais e fazer menos atrações fechadas.

Se você quer conhecer tudo: dá para continuar explorando a região.

E o famoso bondinho de Lisboa?

Bondinho de Lisboa

Sim, o famoso bondinho é de Lisboa. 😅

O mais conhecido é o elétrico 28E, que percorre regiões históricas como Martim Moniz, Graça, Alfama, Sé, Chiado e Estrela.

Ele pode ser uma experiência muito legal, mas eu não trataria o elétrico como simplesmente “mais uma atração”.

Ele é transporte público e, justamente por isso, pode estar cheio.

Então, se você quiser fazer o passeio, eu tentaria encaixá-lo como parte do deslocamento, e não necessariamente como uma atividade que exige reservar horas do dia.

A CARRIS mantém informações atualizadas sobre alterações de serviço, por isso vale conferir o funcionamento da linha perto da viagem.

Dia 3 – Belém: monumentos, Tejo e o famoso Pastel de Belém

O terceiro dia seria dedicado a Belém.

E aqui eu acho que temos uma das regiões mais fáceis de organizar do roteiro, porque várias atrações importantes estão relativamente próximas umas das outras.

Mosteiro dos Jerónimos

Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa

Eu começaria pelo Mosteiro dos Jerónimos.

Se você gosta de arquitetura, acho difícil não se impressionar com ele.

O mosteiro é um Monumento Nacional e foi classificado como Patrimônio Mundial pela UNESCO. Sua construção está ligada ao reinado de D. Manuel I e à expansão marítima portuguesa.

Para mim, ele entra no roteiro principalmente porque é uma daquelas atrações em que a própria construção já é parte da experiência.

Não é simplesmente “mais uma igreja”, mas sim um lugar para observar a arquitetura e a história.

Se você gosta de arquitetura e história: eu reservaria um tempo generoso para a visita.

Se você não gosta tanto de atrações internas: aqui talvez seja uma das visitas que você pode encurtar para ganhar mais tempo ao ar livre.

Pastéis de Belém

Pastel de Belém

E agora chegamos a uma parada que, para mim, não faria muito sentido deixar de fora.

O Pastel de Belém é uma das especialidades mais famosas de Lisboa. A tradição está ligada ao Mosteiro dos Jerónimos e à confeitaria que funciona em Belém desde o século XIX.

E sim, eu estou falando daquele Pastel de Belém mesmo, da confeitaria tradicional.

A loja funciona todos os dias e o horário deve ser conferido próximo da viagem, porque pode haver alterações sazonais.

Agora vem a parte importante:

Não precisa necessariamente comer seu pastel no horário mais movimentado.

Se você estiver olhando para uma fila gigantesca e pensando “não é possível que eu atravessei um oceano para isso”, calma. 🤭

A confeitaria tem bastante espaço interno, e a melhor estratégia pode depender do horário da sua visita.

Eu também consideraria encaixar a parada mais tarde no roteiro, depois de conhecer algumas das outras atrações de Belém.

Só espero que os pastéis não acabem kkkkk

E, se você estiver com muita vontade de provar, eu não deixaria para o último minuto do dia sem conferir o horário de funcionamento.

Padrão dos Descobrimentos

Depois, eu seguiria em direção ao Padrão dos Descobrimentos.

O monumento fica às margens do Tejo e representa figuras relacionadas à expansão marítima portuguesa. Ele é grande por fora, então sua presença na paisagem chama bastante atenção.

Para quem gosta de história, pode ser especialmente interessante.

E eu colocaria ele como uma prioridade maior do que um museu para o perfil de viajante que gosta de ficar ao ar livre.

Torre de Belém

Torre de Belém em Lisboa

Depois, continuaria caminhando em direção à Torre de Belém.

A Torre é um dos símbolos mais conhecidos de Lisboa e também é Patrimônio Mundial da UNESCO. Foi construída no início do século XVI como parte do sistema defensivo da entrada do Tejo e acabou se tornando um dos maiores símbolos da relação histórica de Portugal com o mar.

Mas o que me interessa particularmente aqui é o entorno.

Você tem a torre, o rio, os espaços abertos e a possibilidade de caminhar pela região.

Então, mesmo quem não quiser entrar em todas as atrações consegue aproveitar bastante.

Atenção: antes de planejar uma visita interna à Torre de Belém, confira a situação de funcionamento para a data da viagem, porque o monumento pode ter restrições de acesso e períodos de intervenção.

MAAT

E aqui eu faria uma escolha.

O MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia – pode ser uma ótima parada para quem gosta de arte, arquitetura e exposições contemporâneas.

Mas eu não colocaria como obrigação para todo mundo.

Eu, por exemplo, provavelmente preferiria usar esse tempo para continuar aproveitando os espaços abertos de Belém, caminhar pela margem do Tejo ou conhecer outra atração.

E isso não significa que o museu não seja interessante, é que cinco dias são pouco tempo e precisamos escolher.

Se você gosta muito de museus, faça a troca.

Se você prefere paisagens, arquitetura histórica e caminhada, eu manteria o tempo ao ar livre.

E a praia de Algés?

A Praia de Algés pode ser uma opção para quem quer incluir praia na viagem, e a região fica a oeste de Belém, no caminho para Oeiras e Cascais.

Mas eu não colocaria automaticamente como parte do roteiro-base.

O motivo é que, para uma viagem de cinco dias, você precisa decidir se realmente quer dedicar parte do seu dia de Belém a uma experiência de praia.

Se você estiver viajando no verão e quiser muito pegar uma praia: aí sim, eu pesquisaria essa opção com carinho e faria a adaptação.

Se você prefere conhecer Lisboa: eu continuaria em Belém.

E existe uma vantagem em deixar essa decisão aqui: você não precisa criar um “dia de praia” inteiro só por causa disso.

Pode simplesmente substituir uma atração interna por algumas horas na praia.

Dia 4 – Um dia para escolher o que combina mais com você

Aqui eu acho que o roteiro começa a ficar mais interessante.

Depois de três dias conhecendo os principais cartões-postais e regiões históricas, eu deixaria o quarto dia um pouco mais aberto.

Porque talvez você esteja pensando:

“Bruna, eu não quero passar quatro dias olhando para igreja e monumento.”

Ou:

“Eu quero mais museu!”

Ou:

“Eu quero comer!”

Ou ainda:

“Cadê meu passeio de bondinho?”

É justamente aqui que podemos adaptar o roteiro.

Opção 1: Parque das Nações e Lisboa moderna

Parque das Nações em Lisboa

Para quem gosta de atrações, arquitetura moderna ou quer conhecer uma parte diferente da cidade, eu consideraria o Parque das Nações.

A região foi profundamente transformada para a Expo 98 e hoje tem uma paisagem completamente diferente da Lisboa histórica.

Aqui entram principalmente duas atrações.

Oceanário de Lisboa

O Oceanário é uma das atrações mais conhecidas da região e pode ocupar uma parte considerável do dia.

Ele é especialmente interessante para quem gosta de vida marinha e atrações mais estruturadas.

Se você gosta desse tipo de passeio: eu colocaria sem pensar muito.

Se você prefere paisagens, bairros históricos e caminhada: eu provavelmente usaria esse tempo para outra coisa.

Essa é uma diferença importante entre os tipos de viajante.

Telecabine de Lisboa

O teleférico percorre a região do Parque das Nações acompanhando o Tejo e oferece uma vista panorâmica da área.

Eu acho que ele combina bastante com a proposta deste roteiro porque é uma atração curta e, ao mesmo tempo, proporciona uma experiência de observar a cidade de cima.

Então, se você estiver nessa região, eu consideraria fazer o passeio.

Mas novamente: não precisa transformar tudo em obrigação.

Opção 2: Elétrico histórico

Se você ainda não fez o famoso passeio de elétrico, este pode ser um bom momento para encaixá-lo.

Mas aqui eu faria uma observação: o 28E não é um passeio turístico fechado. É uma linha da CARRIS que atende moradores e turistas e passa por várias regiões históricas.

Por isso, a experiência pode ser muito mais interessante quando você encara o elétrico como parte da viagem e não como uma atração em que você necessariamente precisa sentar e ficar olhando pela janela durante todo o trajeto.

E, dependendo da época da viagem, vale conferir as alterações de serviço antes de sair.

Opção 3: um dia mais gastronômico

Se gastronomia é uma das partes mais importantes da sua viagem, eu usaria o quarto dia para fazer menos atrações e mais comida.

Lisboa tem uma quantidade enorme de restaurantes, cafés, pastelarias, mercados e bares, então eu não quero transformar este roteiro em uma lista de “vá a esses sete restaurantes”.

Até porque isso seria exatamente o contrário da nossa proposta.

A ideia seria escolher uma região, pesquisar os lugares que mais combinam com você e dar tempo para a refeição fazer parte do passeio.

Porque, sinceramente?

Eu não quero viajar até Portugal e transformar o almoço em uma atividade de 23 minutos porque “às 14h tem um museu”.

Opção 4: praia

Se você estiver viajando no verão e realmente quiser incluir praia, também pode usar este dia para isso.

Nesse caso, eu pesquisaria as praias ao longo da linha em direção a Oeiras/Cascais e escolheria uma que faça sentido para o tempo disponível.

Essa talvez seja uma adaptação especialmente interessante para quem já sabe que quer combinar Lisboa com alguns momentos de descanso.

Dia 5 – Mais Lisboa ou um bate-volta para Sintra?

Sintra, Portugal

Chegamos à decisão que eu mais gosto deste roteiro.

No quinto dia, eu deixaria a escolha nas suas mãos.

Porque, depois de pesquisar Lisboa, eu não tenho certeza de que escolheria automaticamente Sintra.

E isso é uma coisa que me surpreendeu durante a pesquisa.

Sintra é linda? Sim.

Tem lugares incríveis? Também.

Mas, em uma viagem de apenas cinco dias, eu acho muito válido perguntar:

Você quer realmente sair de Lisboa ou ainda quer aproveitar mais a própria cidade?

Se você escolher Sintra

A Quinta da Regaleira seria uma das minhas prioridades.

Quinta da Regaleira

Quinta da Regaleira em Sintra, Portugal

A Quinta da Regaleira fica no centro histórico de Sintra, Patrimônio Mundial da UNESCO, e é um daqueles lugares que parecem ter sido feitos para quem gosta de misturar arquitetura, história, jardins e paisagens.

A propriedade foi construída no final do século XIX sob influência do Romantismo e reúne palácio, capela, jardins e elementos cheios de simbolismo.

É justamente essa mistura que me chama atenção.

Não é só “um palácio”.

Você tem jardins, construções, caminhos, elementos misteriosos e aquele famoso Poço Iniciático, que aparece em praticamente toda pesquisa sobre a Quinta.

Se eu fosse para Sintra, provavelmente seria uma das visitas que eu mais gostaria de fazer.

Castelo dos Mouros

Castelo dos Mouros em Sintra, Portugal

Outro lugar que me chamou atenção foi o Castelo dos Mouros.

Ele fica em uma posição elevada sobre Sintra e suas muralhas acompanham o relevo da serra.

E preciso dizer: olhando pelas fotos, eu também tive aquela sensação de:

“Isso parece a Muralha da China em miniatura.”

A comparação não é histórica, obviamente, mas visualmente dá para entender de onde vem a impressão.

O castelo tem origem no período islâmico da história da região e suas muralhas são justamente uma das grandes atrações. Além da fortificação, a posição elevada proporciona vistas amplas da serra e de Sintra.

Mas aqui existe uma coisa importante: Sintra exige planejamento.

A própria Parques de Sintra recomenda preparar a visita antecipadamente, especialmente por causa das condições de circulação e dos acessos aos monumentos. O acesso ao Palácio da Pena, por exemplo, exige reserva de data e horário.

Então eu não trataria Sintra como:

“Ah, sobrou um dia, vamos lá.”

Se você escolher esse bate-volta, planeje como um dia de viagem de verdade.

Se você escolher ficar em Lisboa

E aqui está a opção que, hoje, mais me atrai.

Eu usaria o quinto dia para conhecer partes da cidade que ficaram de fora dos primeiros quatro dias.

Uma possibilidade seria explorar melhor a região norte e áreas menos concentradas nos cartões-postais mais famosos.

Fonte Luminosa

Fonte Luminosa em Lisboa

A Fonte Luminosa, na Alameda, pode entrar como uma dessas paradas.

Ela é uma área mais aberta e monumental, e pode funcionar bem para quem quer conhecer uma Lisboa um pouco diferente daquela do centro histórico.

Feira da Ladra

Outra possibilidade é a Feira da Ladra, tradicional feira de antiguidades, objetos usados e curiosidades de Lisboa.

Aqui, porém, temos uma coisa que precisa ser considerada: a feira acontece em dias específicos, então ela só deve entrar no roteiro se coincidir com o dia da sua viagem.

E eu gosto justamente desse tipo de adaptação.

Não quero dizer:

“Dia 5: Feira da Ladra.”

Quero dizer:

“Se o seu quinto dia cair no dia da feira e você gosta desse tipo de passeio, eu aproveitaria.”

Parque das Nações

Se você não tiver escolhido o Parque das Nações no quarto dia, também pode usá-lo aqui.

Oceanário, teleférico e caminhada pela região podem formar um dia completamente diferente do restante da viagem.

E, para quem gosta de paisagens, o entorno do Tejo é uma boa forma de terminar a viagem sem necessariamente passar mais um dia inteiro dentro de atrações fechadas.

Confira ingressos e tours no Tiqets!

Para ingressos e tours, vale a pena conferir as opções disponíveis na Tiqets e reservar com antecedência quando necessário. É só clicar AQUI para conferir o que está disponível.

Então, afinal, qual roteiro eu faria?

Depois de pesquisar todas essas possibilidades, meu roteiro-base ficaria assim:

DiaRegião principalIdeia do dia
1Cais do Sodré + Baixa + ChiadoPrimeiro contato com Lisboa
2Alfama + Castelo + GraçaHistória, colinas e miradouros
3BelémMonumentos, Tejo e Pastel de Belém
4Parque das Nações ou outra experiênciaAdaptar ao seu estilo
5Lisboa ou SintraEscolha pessoal

E perceba que eu não coloquei vinte atrações dentro de cada dia.

Isso foi proposital.

Eu prefiro que você tenha tempo para realmente conhecer o Castelo de São Jorge do que sair de lá correndo porque ainda faltam quatro lugares na lista.

Ao mesmo tempo, se você for do tipo que acorda cedo, anda bastante e quer aproveitar até o último minuto, o roteiro também permite acrescentar coisas no caminho.

Como adaptar esse roteiro ao seu jeito de viajar

Se você gosta de conhecer com calma

Eu reduziria o número de atrações internas e deixaria mais tempo para caminhar, observar as paisagens e parar em cafés e restaurantes.

O Castelo de São Jorge, Alfama e Belém são lugares em que eu particularmente acho que vale a pena fazer isso.

Se você quer conhecer o máximo possível

Aproveite a proximidade das atrações.

O grande segredo é justamente não atravessar Lisboa sem necessidade.

Se você estiver em Belém, explore Belém.

Se estiver em Alfama, explore Alfama.

E vá adicionando atrações próximas em vez de criar deslocamentos enormes.

Se gastronomia é uma das prioridades

Não transforme todas as refeições em “tempo perdido”.

Escolha alguns lugares que realmente tenham chamado sua atenção e reserve tempo para comer com calma.

E, claro, Pastéis de Belém entram nessa categoria 😅

Se você prefere ficar ao ar livre

Eu daria prioridade aos miradouros, às caminhadas, ao Tejo, à região de Belém e aos espaços abertos.

Inclusive, talvez você queira trocar algumas atrações internas por mais tempo caminhando pela cidade.

E eu entenderia completamente.

O que eu não faria em uma viagem de 5 dias para Lisboa

Essa talvez seja uma das partes mais importantes do roteiro.

Porque, depois de pesquisar Lisboa, é muito fácil começar a adicionar lugares.

Mais um museu.

Mais um miradouro.

Mais uma igreja.

Mais um bairro.

Mais um bate-volta.

Quando você percebe, montou um roteiro que precisaria de nove dias para ser feito.

Eu prefiro assumir que cinco dias têm limite.

Se você gosta de museus, troque alguma atração por um museu.

Se gosta de praias, faça a troca.

Se quer Sintra, reserve o quinto dia.

Se quer conhecer Lisboa com calma, fique em Lisboa.

Não existe um prêmio para quem consegue colocar mais atrações na agenda.

E, se existe, eu definitivamente não quero ganhar.

Vale a pena ficar 5 dias em Lisboa?

Na minha opinião baseada nesta pesquisa, sim.

Cinco dias permitem conhecer as principais regiões históricas, passar por Belém, conhecer Alfama e o Castelo, aproveitar diferentes paisagens e ainda ter espaço para adaptar a viagem ao seu estilo.

Mas eu não tentaria transformar cinco dias em uma competição.

O melhor roteiro de Lisboa em 5 dias não é necessariamente aquele que contém o maior número de atrações.

É aquele em que você consegue conhecer as coisas que realmente queria conhecer sem passar a viagem inteira olhando para o relógio.

E essa é justamente a proposta deste roteiro.

Perguntas frequentes sobre Lisboa em 5 dias

É possível conhecer Lisboa em 5 dias?

Sim. Cinco dias permitem conhecer boa parte das principais regiões de Lisboa, incluindo a Baixa, Chiado, Alfama, Castelo de São Jorge e Belém, além de reservar tempo para outras áreas da cidade ou para um bate-volta.

Quantos dias são suficientes para conhecer Lisboa?

Eu considero cinco dias um período muito bom para uma primeira viagem, principalmente se você quiser conhecer a cidade sem precisar correr entre atrações.

Dá para conhecer Lisboa a pé?

Em algumas regiões, sim. Baixa, Chiado, Alfama e parte de Belém permitem explorar bastante coisa caminhando. Porém, Lisboa tem muitas ladeiras e algumas distâncias podem ser cansativas, então transporte público pode ser bastante útil.

Vale a pena fazer Sintra em um roteiro de 5 dias?

Depende do seu estilo. Se você gosta de palácios, jardins e paisagens diferentes, Sintra pode ser uma ótima escolha. Mas se você prefere conhecer Lisboa com mais profundidade, eu usaria o quinto dia para continuar na cidade.

O que não pode faltar em uma primeira viagem a Lisboa?

Eu colocaria entre as prioridades conhecer a Baixa e a Praça do Comércio, explorar Alfama e o Castelo de São Jorge, conhecer Belém e reservar algum tempo para observar Lisboa de seus miradouros.

Vale a pena subir no Elevador de Santa Justa?

Pode valer a pena para quem gosta da atração e quer conhecer sua estrutura e vista. Mas eu não considero obrigatório, especialmente se houver uma fila muito grande. Lisboa oferece outros pontos de observação interessantes.

O bondinho 28 passa pelos principais pontos de Lisboa?

O elétrico 28E passa por várias regiões históricas, incluindo Graça, Alfama, Sé e Chiado. Ele é uma linha de transporte público, não apenas uma atração turística, então o percurso e as condições de funcionamento devem ser conferidos antes da viagem.

Onde comer o verdadeiro Pastel de Belém?

O Pastel de Belém tradicional é vendido na confeitaria Pastéis de Belém, na Rua de Belém. O estabelecimento funciona diariamente, mas é importante conferir o horário atualizado antes da viagem.

Minha conclusão

Depois de pesquisar Lisboa, acho que a principal conclusão que eu tiro é que não existe um único roteiro perfeito para cinco dias.

Existe o roteiro que faz sentido para você.

Eu montaria minha primeira viagem priorizando as regiões históricas, os miradouros, o Tejo, Belém e bastante caminhada. Também não faria questão de entrar em absolutamente todas as atrações famosas só porque elas aparecem em outros roteiros.

E, principalmente, eu deixaria espaço para simplesmente estar em Lisboa.

Porque, se eu atravessar o oceano para conhecer uma cidade nova, quero voltar para casa lembrando não só dos nomes dos lugares que visitei, mas também das paisagens, das ruas, das comidas e daquela sensação de estar em um lugar diferente.

E agora quero saber: você faria esse roteiro do mesmo jeito ou mudaria alguma coisa?

Não vai embora ainda não! Que tal dar uma conferida nos outros posts que podem ser do seu interesse:

→ Quanto custa viajar para Lisboa por 5 dias? Um orçamento realista

→ Roteiro de Portugal: quantos dias você precisa para conhecer o país?

Compartilhe esse post!

Sobre a autora

Oi, eu sou a Bruna. Talvez eu ainda não tenha viajado pelo mundo, mas provavelmente já pesquisei boa parte dele no Google Maps. Aqui, transformo toda essa pesquisa em guias, roteiros e planos de viagem que valem a pena salvar.

Confira mais artigos do blog:

Roteiro de Portugal: quantos dias você precisa para conhecer o país?

Roteiro de Portugal: quantos dias você precisa para conhecer o país?

Se você chegou até aqui com a dúvida de quantos dias precisa para conhecer Portugal, vou ser direta respondendo essa...

Leia mais >>
Roteiro de Lisboa em 5 dias: o que eu faria na minha primeira viagem

Roteiro de Lisboa em 5 dias: o que eu faria na minha primeira viagem

Se você está procurando um roteiro de Lisboa em 5 dias, já pode respirar aliviado: não vou mandar você correr...

Leia mais >>
Quanto custa viajar para a Itália por 10 dias? Meu orçamento para 3 estilos de viagem

Quanto custa viajar para a Itália por 10 dias? Meu orçamento para 3 estilos de viagem

Quanto custa viajar para a Itália por 10 dias? Meu orçamento para 3 estilos de viagem Se você está planejando...

Leia mais >>
Roteiro pela Itália: como eu montaria uma primeira viagem de 10 dias

Roteiro pela Itália: como eu montaria uma primeira viagem de 10 dias

Se eu tivesse 10 dias para fazer minha primeira viagem pela Itália, eu concentraria o roteiro em Roma e Florença...

Leia mais >>
Onde ficar em Paris: qual arrondissement escolher?

Onde ficar em Paris: qual arrondissement escolher?

Se você quer saber onde ficar em Paris, minha principal dica é não escolher o hotel apenas pelo preço ou...

Leia mais >>
Paris em 5 dias: o roteiro que eu faria se fosse minha primeira viagem

Paris em 5 dias: o roteiro que eu faria se fosse minha primeira viagem

Se você tem 5 dias em Paris, dá para conhecer os principais cartões-postais da cidade sem transformar a viagem em...

Leia mais >>